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Rita Palladino/Press & Mídia
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Roffey Park, da Grã-Bretanha, demonstrou que diretores, gestores e colaboradores trabalham para atingir as mesmas metas, entretanto os empregados e chefes estão cada vez mais desconectados.
O estudo, denominado "Management Agenda 2011", mostra que chefes discordam de seus funcionários em três áreas fundamentais: bem estar pessoal, tempo de entrega e recursos para desenvolver os projetos encomendados.
A tendência apontada pelo estudo é de que os executivos estão em uma “bolha”, longe da realidade que as equipes vivem para entregar os resultados esperados. Um dos motivos seria o número de reuniões que eles frequentam, que acaba consumindo muito tempo dos profissionais e são pouco produtivas. No quesito reuniões, uma pesquisa realizada pela empresa de software social Social Cast nos Estados Unidos, apontou que são realizadas mais de 11 mil de reuniões de trabalho por dia. Por ano são cerca de 3 milhões encontros de negócios apenas naquele país.
Outro ponto a ser acertado, de acordo com o estudo do Roffey Park, é a maneira como os trabalhos são distribuídos e de que modo os chefes incentivam os trabalhadores. Muitos diretores apontam a importância do equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, mas não permitem que seus funcionários peçam auxílio para equilibrar esses lados. A pesquisa, que foi feita entre mais de 1.500 trabalhadores europeus, também apontou que cerca de seis em cada dez diretores se sentem bem na vida pessoal e profissional, enquanto quatro a cada dez empregados se sentem da mesma maneira.
Outra divergência encontrada foi na área de demissões. Chefes e gerentes acham que lidam com esse assunto da melhor maneira possível, entretanto não são todos que possuem prática com os empregados para acabar com rumores e acalmar certas expectativas. Além disso, quando a demissão é de alguém de alto cargo não se pode falar antecipadamente sobre sua saída.
A dica dada pelos especialistas do Roffey Park é de que os chefes reconheçam o trabalho de seus funcionários, forneçam mecanismos para ele ser bem feito, e deixe claro a cada profissional o que se espera dele. Isso faz com que o empregado possa vestir a camisa da empresa, conhecer os valores e missões e não abandonar o barco na primeira oportunidade que tiver no mercado de trabalho.
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