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Doenças decorrentes do estresse dão prejuízo às empresas e afetam a qualidade de vida dos empregados
Rita Palladino/ Press e Mídia
‘Estresse’ é uma palavra habitual nos dias de hoje, em que sempre estamos correndo contra o relógio para realizar todas as nossas tarefas, resolver problemas e, se possível, ter uma vida pessoal equilibrada. E, com o estresse, surgem diversos problemas e sintomas desagradáveis, como a insônia (que acomete 16% da população mundial de acordo com a OMS), dores musculares, ansiedade e, claro, a cefaléia tensional.
A cefaléia é aquela dor de cabeça chata que acomete as pessoas quando expostas a trabalhos exaustivos, consumo de álcool, problemas na família, má digestão etc. De acordo com a Dra. Nair Mendes, neurologista, “esse mal caracteriza-se por uma dor de pequena a média intensidade em toda a cabeça e pode irradiar para o pescoço e os ombros, e, diferentemente da enxaqueca, pode ser curada com uma simples aspirina, apesar de recomendarmos mais que a pessoa se exercite e libere a tensão de outra maneira”.
Estatísticas da Organização Mundial de Saúde informam a gravidade das perdas financeiras e de qualidade de vida causadas pelas cefaléias: 93% da população em geral já tiveram dor de cabeça em alguma época da vida. Desse número, 31% precisariam de tratamento médico em razão da incapacidade funcional que as crises causam e, desses, 76% das mulheres e 57% dos homens relatam pelo menos uma dor de cabeça ao mês.
A perda da produtividade na força de trabalho, nos Estados Unidos, por exemplo, é estimada em 6,5 a 17,2 bilhões de dólares por ano. Entre as crianças, 39% já sabem o que é ter dor de cabeça aos seis anos, e 70% dos adolescentes de 15 anos já relataram o problema.
Nos Estados Unidos, calcula-se que são perdidos ao ano um milhão de dólares em dias escolares e 150 milhões em dias de trabalho por causa do absenteísmo provocado pela crise de cefaléia.
Um estudo recente conduzido pela Dra. Nair com 993 trabalhadores da cidade do Rio de Janeiro, com salários entre 3 e 4 salários mínimos de renda bruta, calculou que o custo de horas não trabalhadas por conta da cefaleia causa um prejuízo de R$ 145 mil por ano.
“O mais importante, na verdade é que a falta de informação adequada faz com que 60% das mulheres e 70% dos homens com cefaléia nunca tenham procurado ou recebido diagnóstico e tratamento apropriados, e já acreditamos que é hora das empresas investirem em algum tipo de exame de prevenção”.
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