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Rita Palladino/Press & Mídia
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nove em cada dez pessoas sofrem com as mais variadas formas de estresse. A OMS faz o alerta por conta de outras doenças relacionadas ao estresse, como problemas cardiovasculares, depressão, câncer e diabetes, e diz ainda que a pressão no trabalho e o ritmo de vida acelerada podem desencadear o problema.
“Uma certa quantidade de estresse é até saudável ao organismo, mas em excesso prejudica a qualidade de vida”, aponta a terapeuta ocupacional Vânia Silva. Ela explica que “no ambiente de trabalho ninguém está livre de sofrer uma situação estressante. A cobrança por resultados, o excesso de atividades e até mesmo a necessidade de cumprir metas afetam o equilíbrio do corpo. O ambiente de trabalho pode ser um dos grandes culpados pelo estresse de seus colaboradores. Em alguns casos há funcionários que desenvolvem a chamada a Síndrome da Pressa, que prejudica o desempenho no trabalho e a vida pessoal do trabalhador”, ressalta.
A terapeuta afirma que a síndrome torna o funcionário mais competitivo, agressivo e com desejo de produzir mais em menos tempo. O profissional fica com dificuldade de concentração e a criatividade é afetada devido ao imediatismo na hora de resolver os problemas.
De acordo com Vânia, os médicos caracterizam a síndrome como “um quadro permanente de ansiedade, que pode se transformar em sérias doenças”. Ela afirma ainda que há estimativas apontando que pelo menos 30% dos trabalhadores no Brasil sofrem com o mal. “A cultura prevalecente nas empresas é a cobrança pela superação de limites, a necessidade de sempre fazer o melhor do melhor, e o resultado é um monte de profissionais se cobrando o tempo todo para cumprir tudo o que é exigido, desencadeando o estresse”, diz.
“Quem sofre com a síndrome da pressa está em constante estado de alerta, irritado e impaciente. O acúmulo de atividades é um dos itens que devem ser observados no diagnóstico do problema. O profissional não consegue se desligar das tarefas do trabalho. Quase nunca se permite ter algum momento de lazer e quando consegue separar um tempo para se divertir, não consegue aproveitá-lo da melhor forma”, destaca ela.
Para melhorar a qualidade de vida e se livrar da síndrome da pressa, o tratamento mais eficiente é mudar a maneira de encarar as situações cotidianas. “Não há uma receita que funcione igual para todos, é preciso que cada um analise o que há de errado, se há algo em excesso ou faltando para alcançar o equilíbrio. Um bom profissional não é o que produz mais e sim o que trabalha com qualidade e obtém resultados satisfatórios”, continua.
Vânia afirma ainda que as empresas também têm que fazer a parte delas e oferecer um ambiente agradável para seus colaboradores. “Ginástica laboral, jornada de trabalho reduzida e programas que valorizem o bem-estar físico e psicológico dos profissionais reduzem os riscos do surgimento do problema. Algumas pessoas necessitam inclusive de tratamento psicológico para aprender a conciliar o trabalho, a vida pessoal e o tempo. Dependendo da situação é necessário ainda afastamento do trabalho, mudança de hábitos e medicação”, finaliza.
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