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Interrupções

Antropologia Digital

Pesquisas apontam que brasileiras estão mais antenadas do que se pensava

Rita Palladino/ Press & Mídia

A chamada Antropologia Digital ganha força e se percebe que as mulheres da classe C que acessam a internet ganham uma nova vida digital. É o que indica a pesquisa realizada pela Multifocus com mulheres de 25 a 49 anos, que vivem em grandes centros urbanos.

A pesquisa apontou que 40% delas passam mais de duas horas conectadas por dia, sendo que 83% acessam a rede todos os dias, principalmente à tarde. O estudo mostra os hábitos de navegação e indica a preferência por sites de relacionamento (44%), informação (38%), entretenimento (10%), compras on-line (6%) e serviços (2%).

Durante 11 dias de levantamento, o estudo registrou 94.250 acessos e 2.700 links diferentes, e mostrou que a internet refletiu uma mudança de hábito das mulheres. Com a rede, 33% delas acreditam que é um passatempo melhor que a televisão, 78% dizem se sentir mais globalizadas e 15% chegaram a se dizer mais inteligente. Mais que isso, elas afirmam que o sentimento de segurança online as faz comprar mais (26%), participar de redes sociais (94%), ou ir ao banco virtualmente (23%).

As mulheres foco da pesquisa afirmaram (88%) de que a internet economizou o tempo de várias atividades, como compras, por exemplo, sendo que 60% fazem pesquisas online antes de sair para comprar. Além disso, elas preferem ler as notícias virtualmente (53%) e também assistem menos à TV (55%), e pesquisam para seus empregos na rede (78%).

 
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