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Interrupções

Worklover X Workaholic

Quando se trabalha muito, mas por prazer

Rita Palladino/ Press & Mídia

 

Não é sempre que se pode dizer que tal ou qual pessoa trabalha demais, portanto, é viciada em trabalho. É claro que há diferenças entre quem é viciado em trabalho e quem trabalha bastante porque gosta muito do que faz. Porque estes últimos podem amar muito de suas profissões, mas eles amam, acima de tudo, de si mesmos.

É o que nos diz a terapeuta comportamental Joana Modena Nahim, complementando: “O worklover, embora trabalhe muito, consegue brechas em sua agenda para não descuidar de outras áreas de sua vida. Sua dedicação ao trabalho é baseada em prazer e não em dever”.

Ela afirma que, enquanto um workaholic tem sua identidade no trabalho, sem se sentir útil fora dele, o worklover adora trabalhar, mas sua vida não se baseia totalmente no trabalho e outras áreas, como casa, família, amigos, lazer etc. estão bem estruturadas e têm sua parte também.

“Enquanto a psicologia coloca um workaholic como um doente, e é mesmo, ela coloca o worklover como alguém que ama aquilo que faz e por isso gosta de estar no ambiente de trabalho”, diz ela, complementando que a maior diferença entre um e o outro é ver o próprio comportamento deles em ambiente corporativo: “Enquanto um (workaholic) funciona o tempo todo cobrando e forçando a todos um trabalho excessivo, do tipo ‘se eu trabalho muito os outros também têm de fazê-lo’, o worklover, ao contrário é aquele que age com os outros por incentivos, fazendo com que seus colegas e subordinados participem do trabalho e percebam como é prazeroso realizar as tarefas”.

“Ser um worklover é um ideal a ser perseguido pelos profissionais. Trabalhar é bom para todos, mas isso não pode significar isolamento do mundo”, conclui.

 
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