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Educação digital a distância é cada vez mais utilizada por empresas que buscam o aperfeiçoamento de seus profissionais mediante carga horária flexível e investimentos reduzidos
Natalia Kfouri/MBPress
Está na hora de rever seus conceitos. A conhecida frase faz parte de um fluxo de informação cada vez mais ágil e que se desdobra, exigindo do profissional atualização constante. Com o advento da tecnologia, é certo que renovar e adquirir conhecimentos torna-se mais fácil. Além disso, o mundo globalizado permite romper barreiras geográficas e temporais.
Justamente com o intuito de transpor essas barreiras é que surgiu o ensino corporativo a distância (EAD). Na verdade, o conceito e a prática dessa modalidade educacional não é algo recente. “O que muda é a forma como hoje ela é aplicada”, explica o coordenador do Instituto Tech, Antônio Robério. “Se antes o aluno estudava por meio de correspondência e comparecia presencialmente apenas no dia da avaliação, atualmente é tudo on-line, e em alguns casos até os testes”, prossegue.
Localizado em São Paulo, o Instituto Tech implantou recentemente cursos 100% on-line. E, segundo Robério, a demanda cresce a cada dia, sobretudo no ambiente corporativo. “Funcionários, empresários e executivos buscam cursos de especialização a distância para acompanhar as mudanças e exigências do mercado”, avalia.
O principal propulsor dessa procura pelas empresas, de acordo com especialistas, é a falta de tempo no cotidiano das corporações. O EAD possibilita que a pessoa – física ou jurídica - monte um cronograma de acordo com suas necessidades e disponibilidade de agenda.
Dentre os tipos de ensino a distância existentes atualmente no mercado, o que mais satisfaz as necessidades corporativas é o e-learning. Segundo estudos recentes, 28% das empresas brasileiras investem nessa modalidade. “Com o e-learning conseguimos treinar mais de 7 mil funcionários e parceiros ao redor do mundo em apenas dois dias”, exemplifica Celso Figueiredo, gerente da Labs–3D, empresa paulistana do segmento de produtos gráficos.
Na intenção de somar conhecimentos, capacitar e aumentar a produtividade de seu quadro de funcionários, a empresa de call center Galcenter, de São Paulo, também adotou o e-learning. “O fato de conseguirmos abranger um número grande de funcionários ao mesmo tempo é essencial”, justifica a vice-diretora da empresa, Jaqueline Souza.
Desenvolvido pela própria empresa há um ano, o curso é dividido em dois módulos: Técnicas de Iniciação, voltado aos profissionais recém-contratados, e Aperfeiçoamento Direcionado, para aqueles que são transferidos de setor.
Tecnicamente, o e-learning é um ensino promovido por meios eletrônicos, geralmente instalados nos servidores das empresas e transmitidos via internet. E, por possibilitar melhor e maior gerência do tempo, tem conquistado novos adeptos a cada dia. “Após a implantação dessa prática, otimizamos cerca de 30% do tempo gasto anteriormente”, acrescenta Jaqueline Souza. “Isso porque um curso tradicional pedia de duas a três semanas para ser realizado. Agora, é possível aplicar o treinamento em apenas uma (semana) e, ainda, reduzir os custos operacionais em até 50%”, conclui.
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