|
Como a tecnologia bem empregada baixa custos e economiza tempo
Rita Palladino/Press e Mídia
Imagine duas situações: Na primeira um executivo sai do Brasil de avião, voa por cerca de 15 horas até a Nova Zelândia para ter uma reunião em uma das filiais da empresa onde trabalha. Um dia depois ele embarca para Los Angeles onde fará outra reunião apresentando o mesmo assunto e, para não perder mais tempo, ele sai da segunda reunião para o aeroporto e toma um voo de volta para o Brasil, onde ele chega exausto, estressado e mal lembrando do que tratou nas reuniões ou com quem falou.
Na segunda situação o mesmo executivo, sem sair de seu escritório no Brasil, tem uma reunião com pessoas que estão também em seus próprios escritórios na Nova Zelândia e em Los Angeles olhando-as nos olhos, em tempo real.
Se pensarmos em toda a economia com passagens aéreas, hotéis, táxis, além, é claro, do tempo e da saúde do profissional acima, a segunda hipótese parece a melhor em vários sentidos, e isso já é realidade no Brasil graças à tecnologia da “Telepresença”, um conceito que envolve som e vídeo, em tempo real, através da internet. A representação das pessoas pela Telepresença é feita em tamanho natural e mostrada em telas de alta definição, dando a noção de presença real no local.
De acordo com o engenheiro eletrônico Gustavo Pereira, essa tecnologia será comercializada no Brasil até o final deste ano, “em princípio para o Rio de Janeiro e São Paulo, com infraestrutura oferecida pela Embratel e equipamentos fabricados pela Cisco”.
Gustavo ainda arrisca que não dá para prever “qual empresa será a primeira a adquirir a novidade, mas com a rapidez com que anda o setor de telecomunicações já estou vendo um monte de empresas implantando a Telepresença para incrementar suas videoconferências”, conclui.
|