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Rita Palladino/ Press & Mídia
Vanessa Prado, gerente de RH de uma grande empresa do ramo gráfico, casada e mãe de dois adolescentes. Além de cumprir sua jornada de trabalho, ela tem uma equipe de 12 pessoas, tem de buscar os filhos na escola, voltar para casa e cumprir seu “segundo turno” como mãe, esposa e dona de casa.
Essa é uma realidade igual à de milhões de mulheres em todo o mundo e, de acordo com o gestor Cesar Rocha, é essa “facilidade em ‘transitar’ entre os mundos corporativo e pessoal, realizando múltiplas tarefas, que faz as mulheres serem muito mais produtivas do que muitos homens”.
Cesar afirma que ele tem um ótimo exemplo dentro de casa. “Eu e minha esposa dividimos as tarefas, pois nós dois trabalhamos fora e temos a responsabilidade de cuidar da casa e das crianças, mas sei com certeza de que ela cumpre mais tarefas do que eu. Pois além do trabalho, da casa, das crianças etc., ela ainda encontra tempo para fazer ginástica e cursos de especialização, sempre que pode”.
De acordo com Vanessa, a diferença está em que as mulheres, historicamente, sempre cumpriram com suas tarefas em casa. “Quando as mulheres saíram para trabalhar elas não deixaram as tarefas domésticas de lado. Elas incorporaram suas obrigações profissionais com as do lar. E apenas mais recentemente começaram a ‘partilhar’ essas tarefas com seus companheiros”, diz ela, acrescentando que as mulheres não trocaram um mundo pelo outro, mas fizeram o possível para conciliar os dois.
“Entretanto vemos muitas mulheres trabalhando muito e ainda se culpando por não cumprir uma tarefa ou outra”, afirma Cesar, continuando: “Vejo muitas moças da minha empresa se culpando porque não conseguiram assistir a uma aula, ou não conseguiram passar a roupa no dia em que normalmente fazem etc. Mas elas não veem todas as outras coisas que elas conseguiram terminar dentro dos prazos”.
Vanessa entende essa sensação de incompletude. “Como mulher, quero ser a supermãe, esposa e profissional, mas às vezes a gente falha. O dia só tem 24 horas e nem todas elas são para fazermos coisas. Precisamos descansar também. É claro que cumprimos tarefas com um pouco mais de produtividade, porque aprendemos desde muito cedo a ter noções de organização. E talvez esse seja o grande segredo feminino”.
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