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Segundo Coaches experientes, boa parte das pessoas que procuram um processo de Coaching, o fazem com o objetivo de desenvolver um comportamento mais assertivo e melhorar sua gestão do tempo.
Aprendi com o Christian Barbosa, em seus livros e workshops, que uma boa gestão do tempo passa pela boa gestão dos relacionamentos.
Homem, mulher, pai, profissional, atleta, amiga, mãe, filha, namorado, quanta coisa!
Quem nunca se perguntou: Como darei conta disso tudo? embora esse questionamento seja mais discutido no mundo feminino, os homens que têm buscado um papel mais participativo na vida familiar, também passam pelas mesmas questões.
O que fazer para conciliar todos esses papéis?
Primeiro vamos entender o conceito de papel na sociedade.
Etimologicamente diversos termos dão origem à palavra papel com diferentes sentidos. O termo vem do latim medieval rotulus (derivado de rota = roda) que significa "uma folha enrolada contendo um escrito", ou "aquilo que deve recitar um ator numa peça de teatro". No século XI o termo era utilizado também no sentido de "função social", "profissão".
Representar um papel não significa fingir. Quantas vezes não voltamos para casa não querendo falar com ninguém, mas há meia hora atrás éramos só sorrisos no escritório? Embora possamos ser criticados por isso, não se trata de fingimento ou falsidade. O fato é que, ao estarmos dentro de um papel específico (no escritório, por exemplo), agimos como tal, dentro do que acreditamos que se espera de nós.
Imagine o que aconteceria se tratássemos nosso chefe do mesmo modo que tratamos nossos filhos? Você trataria sua mulher (ou marido) como trata seus amigos do mesmo sexo?
Cada papel que desempenhamos nos traz sentimentos e pensamentos diversos, que nos fazem agir de forma diferente em cada um deles. Quem já não foi criticado por ser bonzinho com o chefe e áspero com subordinados?
Não estou defendendo aqui os desvios das personalidades autoritárias (que oscilam entre a submissão e a agressividade e que abomino). Entendo que, como chefe e subordinado, as pessoas representam papéis diferentes, não agindo do mesmo modo em ambas as relações.
Já se imaginou perguntando para seu filho se você pode sair hoje à noite? Já o contrário é muito mais comum. Quem tem maior responsabilidade e autoridade nessa relação? Nosso planejamento de vida deve incluir uma distribuição equilibrada entre os diversos papéis que representamos.
Um bom começo é identificar quais são os relacionamentos importantes para você e os papéis a eles atrelados. Depois disso, planejar seu dia, semana, mês, ano, para dedicar tempo a esses relacionamentos.
Afinal de contas o que levamos dessa vida são os relacionamentos que criamos!
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Flávia Muraro Possui 15 anos de experiência organizacional em Treinamento & Desenvolvimento e Gestão de Pessoas. Certificada como Executive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, da qual é membro, curso licenciado pelo Behavioral Coaching Institute. Foi facilitadora e professora de Programas de Capacitação Gerencial, dominando temas como: Liderança, Habilidades em Vendas, Recrutamento & Seleção, Estabelecimento de Metas e Plano de Ação, Motivação e Negociação. Pós graduada em Marketing pela ESPM.
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