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Produtividade & Tecnologia

Redes sociais e o ambiente corporativo

Elas estão aí e temos de aprender a lidar com elas

 

 Rita Palladino/Press & Mídia

 

O surgimento de novas tecnologias e as inovações em mídias sociais tem alterado de forma definitiva o comportamento das pessoas, não apenas nos círculos sociais, como no ambiente corporativo. E os públicos usuários dessas mídias têm crescido de modo exponencial.

Para se ter uma ideia da dimensão do assunto**:

 

Atualmente, 96% das pessoas da chamada geração Y (nascidos após 1980) utilizam redes sociais;

Um em cada oito casais nos Estados Unidos se conheceu através de uma rede social;

A televisão levou 13 anos para atingir os 50 milhões de expectadores, enquanto que a rede social Facebook alcançou o dobro da marca, em número de usuários, em apenas nove meses, somando hoje mais de 400 milhões de usuários;

Caso fosse um país, o Facebook seria o 4º mais populoso do mundo e teria quase a população total da Europa.


“Neste contexto, é relevante o papel das redes sociais, que a cada dia estão mais inseridas na vida das pessoas, com utilização maciça e crescente, principalmente para fins pessoais”, diz Roberto Bajorinas, da RKBSys.

Roberto também afirma que, assim como gestores de TI controlam e-mails, do mesmo modo se apressaram em bloquear o acesso a todas as redes sociais. “Um trabalho incansável, já que a cada dia surgem novas redes sociais na Internet. E tudo com o pretexto de inibir uma eventual perda de produtividade dos trabalhadores, que dedicariam mais tempo a questões pessoais do que ao seu trabalho”.

Mas, segundo ele, a evolução das redes sociais convergiu para a utilização destas ferramentas também para fins profissionais, passando a ser um importante mecanismo de pesquisa e publicidade, sem deixar de lado o caráter de “finalidade pessoal” da rede social, o que hoje já faz com que a visão dos gestores de TI comece a mudar.

“A cada dia é mais comum ver empresas liberando o acesso às redes sociais, até porque pesquisas já revelam que empresas que permitem o uso de mídias sociais a seus empregados são, em média, 9% mais produtivas do que as que agem no sentido contrário”.

Porém, é importante ressaltar que esta nova mentalidade dos gestores de TI, e das diretorias das empresas, embora alinhada com os conceitos modernos de gestão, também envolvem certos cuidados.

“Há risco de vazamento de informações, e ainda o risco de a empresa ser responsabilizada por atitudes e condutas impróprias de seus empregados no uso das redes sociais”, diz Roberto, complementando que o acesso autorizado mal implementado cria uma porta escancarada para funcionários que, por si sós, já são problemas, e que acabam abusando dos direitos sem pensar nos deveres.

“Mas, para isso, basta um bom gerenciamento. Muitas empresas liberam esses sites, assim como liberam o uso do e-mail corporativo ao funcionário, uma vez que é na empresa que ele passa a maior parte do tempo. Mas essa ‘liberdade’ tem de ser vigiada para que não ocorram os abusos”, conclui Roberto.

** dados em “Social Networks vs. Management? Harness the Power of Social Media – Fresh Perspectives. Manpower Inc. New York, 2010”.

 
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