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Ingressar em sites especializados no conceito “comunidades” para ampliar networking, entretanto, requer alguns cuidados. Para usuários, autodisciplina é a melhor alternativa para evitar dispersão e perda de tempo
Rodrigo Capelo/MBPress
O cartão de visitas, comum no mundo dos negócios, está sendo gradativamente substituído pela presença em redes sociais. Ter um perfil na internet com informações profissionais e contatos atualizados tornou-se uma maneira de ampliar o networking e, assim, aumentar as chances de encontrar oportunidades de negócios.
O primeiro desafio, contudo, é relacionar a participação nessas comunidades a fins profissionais. Pesquisa recente conduzida pela Nucleus Research, nos Estados Unidos, revelou que 87% dos 237 funcionários entrevistados alegavam não saber conciliar a visita ao Facebook, rede social com número de usuários em ascensão vertiginosa, aos negócios.
Por esse motivo, o empresário Antônio Durigan, dono da marca de cosméticos e perfumes Perffato, afirma ter bastante cautela no acesso ao site. “É uma questão de disciplina”, prossegue. “Se eu não utilizar essa ferramenta como algo útil para meu trabalho, isso com certeza trará piores resultados naquilo que é meu principal foco: a minha empresa.”
Com os devidos cuidados, ele já tem obtido bons frutos por estar presente em comunidades virtuais como o Facebook e o Twitter, outra rede social em ascensão. Durigan encontrou em ambas uma maneira de divulgar os produtos que comercializa e fazer novos contatos. O empresário garante, inclusive, que já concretizou várias parcerias por meio deste novo canal.
O inconveniente da ferramenta, segundo ele, é que grande parte das pessoas é apenas curiosa e não tem a real intenção de fechar uma negociação ou formalizar um acordo de cooperação. “Mas quando se encontra um profissional sério do outro lado, o custo-benefício é ótimo”, diz.
As vantagens não se restringem a um empresário em busca de novos negócios. Rafael Eduardo Kassner, consultor em tecnologias da informação, dedica-se, além do Facebook e do Twitter, ao LinkedIn, site específico para contatos profissionais. E está satisfeito com os resultados obtidos.
O rapaz conta que conectar-se com outras pessoas do ramo é uma alternativa para encontrar soluções para problemas cotidianos, já que há intensa troca de experiências entre os membros.
No entanto, a sensação de perda de tempo é comum, de acordo com Kassner. “Geralmente, quando algo engraçado está ao redor das informações relevantes, isso faz com que o internauta se distraia e perca produtividade”, explica o consultor. “Mas aí depende da pessoa. Ela precisa se regular, ter disciplina.” Para evitar a dispersão, o consultor sugere que os contatos sejam cuidadosamente selecionados. Não ter amizade com pessoas fúteis, argumenta ele, é uma boa maneira de evitar mensagens desagradáveis e não perder o foco. “Ou, em último caso, criar um perfil profissional e um pessoal”, finaliza.
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