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Rita Palladino/ Press & Mídia
A avaliação de um bom desempenho profissional pode ser um indicativo de que uma pessoa está pronta para assumir desafios maiores e mais estratégicos dentro da empresa onde atua. O fato de a pessoa ser boa profissional em uma área operacional, no entanto, não assegura que em áreas diretivas, de gestão e na esfera de decisão, o bom desempenho se repita.
De acordo com especialistas na área de gestão de pessoas, o primeiro passo tanto para empresas quanto para profissionais avaliarem a transferência, promoção ou evolução de uma área técnica ou operacional para outra, mais estratégica, ligada à gestão do negócio, é a análise criteriosa das competências de cada pessoa que está sendo cogitada para uma transferência ou promoção.
“Só uma avaliação completa das competências, do potencial e do trabalho desse profissional dará o diagnóstico sobre sua situação, e se ele é adequado para assumir determinado desafio ou não. A partir daí, configurada a condição de que essa transferência ocorra, a empresa deve apostar em um processo de treinamento, orientação, comunicação para que o profissional chegue ao cargo com o conhecimento mais próximo do desejável possível”, analisa o gestor de RH, Flávio Barcelos.
Flávio lembra que, muitas vezes, ao passar de um setor operacional para uma área de gestão, o profissional pode não conseguir se habituar à rotina diferente, às novas atribuições e, sobretudo, ao volume distinto de demandas. “Por isso esse trabalho de treinamento é primordial, porque, especialmente em pequenas e médias empresas, essa transição ocorre e precisa seguir um processo para que não se perca de vista o controle do volume e da qualidade do trabalho”, diz o gestor.
No caso dos gestores, Flávio orienta que, antes mesmo de sinalizar a possibilidade de mudança de um setor operacional para um ligado à gestão e direção, se faça um ‘teste’. “O gestor pode inserir seu funcionário em determinada situação para conhecer a reação deste diante de situações convencionalmente enfrentadas em cargos diretivos e, após consolidar sua decisão, pensar em um sistema para facilitar a adaptação do profissional à nova função e rotina”, opina.
No caso dos próprios funcionários que estão em condições para ascender a um cargo diretivo ou ligado à gestão da empresa onde atuam, a busca constante por preparação é a dica do gestor. “Seja buscando bibliografia, procurando um treinamento, um curso, uma qualificação, sempre é absolutamente necessário buscar o conhecimento”, alerta Flávio, dizendo não haver uma fórmula para que esses profissionais busquem essa capacitação. “É preciso verificar o tempo que se dispõe para isso, que tipo de curso se enquadra no seu perfil, se a pessoa é autodidata, e como as escolhas complementarão o conhecimento”.
Independentemente da transferência de uma função técnico-operacional, o gestor lembra que, se o profissional tem a ambição de algum dia ocupar um cargo diretivo ou de gestão, essa pauta de conhecimento deve estar sempre em seu foco de leitura cotidiana e estudo. “O profissional deve ter em mente que a sua aptidão (ou a falta dela) para determinada área ou cargo virá de uma combinação entre conhecimento adquirido e competências comportamentais”, diz o especialista.
Uma vez que essa passagem - da área técnica e operacional para departamentos de gestão, direção e estratégia - se dá, o funcionário deve ter em mente que surgirão dificuldades e isso deve ser tratado com normalidade. “A transparência é a melhor opção. O profissional deve comunicar suas limitações e dificuldades, de modo que a empresa possa proporcionar o melhor suporte", conclui Flávio.
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