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Mais do que salários altos ou status, a produtividade tem a ver com bem-estar
Rita Palladino/Press e Mídia
Parece rotina na maior parte das empresas, mas, cada vez mais, vemos profissionais que dedicam muitas horas de seu trabalho (até mesmo após o expediente), a um projeto ou atividade e, nem mesmo assim, consegue a produtividade desejada. Pior, estão longe da realização pessoal e profissional. Mas, mais do que recompensas financeiras, isso pode ter a ver com a falta de qualidade de vida na empresa.
Isso é o que afirma o gerente e RH e consultor Hugo de Oliveira: “Se temos um horário definido para trabalho e para descanso é por algum motivo. A falta de produtividade está diretamente associada à má qualidade de vida no ambiente de trabalho e fora dela. Se trabalhamos demais isso não significa que produzimos mais, significa apenas que ficaremos mais cansados”. O consultor diz ainda que algumas empresas se conscientizam de que um profissional estressado é um custo para a empresa, e investem em programas de qualidade de vida voltados ao bem-estar de seu quadro funcional.
É o caso da empresa do ramo alimentício onde trabalha A.L. (por contrato de confidencialidade não podemos falar o nome do profissional ou da empresa), que trabalha planejando a demanda de produtos no País. “Meu trabalho é desgastante, pois um erro de planejamento implica em grandes perdas, mas há preocupação da empresa em relação ao bem-estar dos colaboradores, principalmente para a melhoria da qualidade de vida e a redução dos afastamentos por doenças profissionais advindas de estresse”, diz.
Ele ainda afirma que a empresa, além de conceder benefícios como planos de saúde, auxílio funeral, vales transporte, refeição, gasolina etc., que já tiram muitas preocupações dos ombros dos colaboradores, também tem programas de ginástica laboral, semanas de bem-estar, academia e programas de prevenção de saúde, com vacinação, controle de pressão, diabetes etc.
O consultor Hugo diz que o que A.L. menciona está se tornando mais comum, uma vez que as condições, boas ou más, de um local de trabalho só são percebidas quando tudo está ruim. “Nos sentamos com posturas erradas; a iluminação quase sempre é inadequada; nos acostumamos com a poluição sonora, as cadeiras ruins e, quando nos damos conta é hora de ir ao médico. Por isso as empresas estão mais atentas, porque os bons profissionais não procuram mais um trabalho só por conta do salário alto, mas pelos benefícios que ela concede, e se esses benefícios incluem qualidade de vida, a produtividade sempre será melhor”, conclui.
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