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Rita Palladino/Press & Mídia
Pesquisa elaborada e realizada pela Confederação Nacional da Indústria - CNI divulgada no início do mês de abril mostrou que 69% das empresas brasileiras enfrentam falta de mão de obra qualificada na hora de contratar. Ainda segundo o levantamento, 94% têm problemas para encontrar operadores para a produção e 70% afirmam que a carência de profissional qualificado prejudica o aumento da competitividade.
O levantamento, denominado Sondagem Especial – Trabalhador Qualificado, apurou ainda que 78% das empresas para as quais falta trabalhador qualificado têm programas de capacitação como uma das formas de lidar com o problema, procurando aproveitar talentos próprios.
Entretanto, de acordo com 52% dos consultados, a má qualidade da educação básica (1ª a 8ª série do Ensino Fundamental) é uma das maiores dificuldades que encontram para capacitar seus funcionários. Conforme os dados, 99% das empresas consultadas acreditam na necessidade de investir na qualificação dos funcionários, mas 99% têm dificuldade para qualificá-los.
Entre as 1616 corporações entrevistadas, 931 são pequenas empresas, 464 são médias e 221 são grandes. Daquelas que disseram ter dificuldades, 70% são pequenas, 70% médias e 63% grandes. Entre os setores mais críticos em relação à mão de obra qualificada estão o de vestuário (84%), outros equipamentos de transportes - que inclui todos os que não são da cadeia produtiva de automóveis - (83%), limpeza e perfumaria (82%) e móveis (80%).
De acordo com boletim divulgado pela Gerência Executiva da CNI, “a má qualidade da educação básica atrapalha na capacitação do trabalhador por parte da empresa em atividades específicas, sendo que o principal efeito é a queda da produtividade, porque em todo o trabalho produtivo é necessário um trabalhador com bom raciocínio lógico, boa experiência para reduzir o custo e excessos na produção e isso está muito difícil com a baixa qualificação dos trabalhadores”.
O Boletim diz ainda que outro efeito da baixa qualificação é que as empresas não conseguem manter a qualidade dos produtos, o que afeta a competitividade em relação ao resto do mundo: “Em um cenário desses fica muito difícil o Brasil atingir os níveis observados em outros países, porque as empresas não conseguem se colocar no mercado internacional e se desenvolver. Para ter esse trabalhador qualificado é preciso resolver o problema da educação básica, que leva gerações para ser resolvido”.
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