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Rita Palladino/ Press & Mídia
Todos os dias, centenas de profissionais são afastados de suas funções por conta de dores pelo corpo. São horas de produtividade que não serão recuperadas e uma falta de bem-estar no ambiente de trabalho que sai caro para todos os envolvidos: empresas, funcionários etc.
Na maior parte das vezes esses problemas podem ser evitados (ou solucionados), levando-se em conta os aspectos ergonômicos dos locais de trabalho. Isso é o que afirma o Dr. Marcos Vinícius Morais, especialista em Medicina do Trabalho e em prevenção de doenças laborais.
“Muitas pessoas têm dores pelo corpo e desconhecem o que causou isso. Mas, a maioria delas presta pouca atenção ao próprio posicionamento e isso acaba prejudicando. A má postura ao se sentar em frente ao computador pode causar mais problemas do que se imagina”, diz o especialista, dando algumas dicas de ergonomia essenciais para auxiliar os profissionais a evitar problemas futuros.
- Tenha espaço - a área de trabalho deve ter espaço suficiente para o profissional, para os documentos e outros objetos de trabalho. Nada de trabalhar com as pernas pressionadas contra o tampo, o apoio ou o fundo da mesa, nem de se contorcer ou dar voltas para entrar ou mudar de posição, e muito menos de malabarismos para “fazer caber” todos os instrumentos de trabalho sobre a mesa.
- Teclado – é preciso aprender a digitar como profissional, pois as técnicas herdadas da datilografia aperfeiçoam os movimentos. O teclado deve ser posicionado em uma altura confortável. Recomenda-se que o cotovelo da pessoa fique dobrado em ângulo reto, e o punho neutro (“reto”), portanto o teclado deve estar pouco abaixo da altura do cotovelo. Mesa com altura e posição reguláveis para o teclado é um luxo necessário, assim como teclados com posicionamento e distribuição de teclas que considerem a ergonomia.
- O mouse deve estar apoiado na mesma superfície do teclado, para reduzir a tração necessária para movimentar o braço até ele. Recomenda-se usar as configurações do sistema operacional para obter conforto na movimentação do mouse. Também se recomenda experimentar o uso de trackballs ou trackpads como substitutos do mouse.
- Temperatura - em escritórios onde trabalham várias pessoas e há ar condicionado, as discussões sobre a regulagem do aparelho são constantes. O melhor é definir uma temperatura padrão. No Brasil, costuma-se adotar como temperatura ideal para ambientes refrigerados no verão o intervalo entre 24 e 26 graus, e no inverno (quando há aquecimento) 20 a 22 graus.
- Monitor - o monitor deve estar posicionado entre 45 cm e 70 cm de distância em relação a seus olhos, nunca acima da linha de visão quando sentado com boa postura. Recomenda-se ter um suporte de monitor que permita reconfiguração fácil de ângulo e altura sempre que necessário. É bom lembrar também de fazer pausas regularmente, piscando intencionalmente e olhando para objetos que esteja a mais de seis metros de distância. A melhor posição para o monitor deve ser de forma a remover a incidência de reflexos visíveis de janelas e lâmpadas, e o tamanho das letras e controles tem de ser regulado de forma a enxergá-los sem esforço.
- Notebooks - a conveniência de usar o notebook sobre as mais variadas superfícies (incluindo o colo) pode e deve ser aproveitada sempre que necessário. Mas se ele é usado como instrumento de trabalho diário, o melhor é colocá-lo sobre a mesa e tratá-lo como um computador qualquer, preferencialmente providenciando um teclado e mouse externos, para poder posicioná-los de forma independente da tela, preservando assim as alturas e distâncias corretas.
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