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No âmbito profissional, atividades intelectuais geram cansaço mental e prejudicam diretamente o corpo, segundo estudo realizado em universidade britânica. Saiba qual a receita para escapar desse problema e garantir que a produtividade pessoal mantenha-se no patamar desejado
Rodrigo Capelo/MBPress Pesquisa recente feita na Universidade de Bangor, no País de Gales, concluiu que o cansaço mental afeta diretamente o físico. Com base nos resultados, para manter a produtividade no nível almejado, gerir o tempo para não sobrecarregar a mente com atividades pesadas torna-se essencial. Quais são, portanto, as recomendações dos especialistas?
Em entrevista exclusiva ao site Você com mais Tempo, o pesquisador Samuele Marcora, PhD em fisiologia e responsável pelo estudo, considera que a resposta é óbvia. “A melhor forma para evitar a fadiga mental é evitar atividades que demandem esforço mental por períodos longos”, explica. No entanto, como ele próprio afirma, nem todos podem se dar ao luxo de rejeitar tarefas no ambiente profissional.
Por isso, Marcora está desenvolvendo novas pesquisas na área para identificar quais são as alternativas para diminuir o efeito negativo da fadiga mental no desempenho individual. A primeira opção, a ingestão de bebidas energéticas, já está em análise.
É razoável, no entanto, afirmar que assuntos que agradam o sujeito causam o mesmo grau de fadiga mental que os desagradáveis? O pesquisador afirma não ter um resultado científico. “É uma pergunta extremamente interessante, e estou conduzindo alguns estudos para respondê-la”, declara. “Mas, pela minha experiência pessoal, atividades que não gostamos requerem mais esforço do que as que nos agradam”, completa.
O consultor Adolfo Breder, da Callmunity, do Rio de Janeiro, discorda do pesquisador. “A fadiga mental surge quando somos obrigados a fazer atividades ‘intelectuais’ pelas quais não temos interesse algum”, justifica.
As causas do cansaço mental no ambiente corporativo, de acordo com Breder, são várias. Entre elas, as longas jornadas de trabalho, os problemas de comunicação organizacional, a competição desenfreada, a cobrança por resultados e a crescente complexidade das posições de trabalho.
Já a receita para fugir da fadiga mental, segundo o consultor, é composta pelos seguintes ingredientes: enfrentar os problemas, planejar as ações, reservar tempo para o bate-papo, o e-mail, o telefone, o café, caminhar, sorrir e compartilhar. Adolfo Breder garante que elas têm efeito positivo. “Tudo isso ajuda a vencer a possibilidade de exaustão mental”, conclui.
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Como a pesquisa foi feita? Rodrigo Capelo/MBPress O método utilizado no estudo de Samuele Marcora consistiu em reunir dez homens e seis mulheres e exigir que fizessem exercícios em uma bicicleta ergométrica até que estivessem exaustos. O critério utilizado para definir a exaustão é a partir do momento em que o indivíduo não consegue mais manter o ritmo de 60 rotações por minuto.
Em outro dia, pediu para que as mesmas pessoas fizessem o exercício, após assistirem a uma hora e meia de documentários sobre trens e carros. Apesar de não haver diferenças nos batimentos cardíacos, todas as pessoas ficaram exaustas cerca de 15% mais rápido que no teste anterior.
Para o consultor Adolfo Breder, o método não lhe parece científico. “Uma pessoa pode assistir a um documentário, mas ter a mente distante”, explica. Sobre os resultados, é ainda mais objetivo. “Que a exaustão mental afeta o desempenho do corpo é conhecimento tácito”, afirma. “Não percebi como essa pesquisa pode aprofundar ou servir de instrumento para constatar cientificamente o fato.” |
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