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Em busca dos melhores resultados, executivos precisam notar características individuais nos funcionários e proporcionar ambiente saudável. Conheça as dicas dos especialistas para minimizar efeitos causados por esse traço pessoal
Rodrigo Capelo/MBPress Timidez, segundo o dicionário Michaelis, significa “acanhamento excessivo” e “fraqueza de ânimo”. Ambas as definições, no ambiente corporativo, revelam problemas comuns em pessoas com essa característica: excesso e fraqueza. Por um lado, o medo de arriscar impede que o tímido demonstre o potencial que possui, e, por outro, a imagem de fraqueza interpretada por colegas e chefes reduz as oportunidades de sucesso.
Como o chefe deve agir, então, para evitar a perda de produtividade causada por traços específicos de personalidade dos subordinados?
A psicóloga Giovana Del Prette, especialista em análise comportamental, sugere que se equilibre o ambiente de forma que o funcionário sinta-se à vontade para se expressar. “É interessante colocá-lo para fazer algo que não exija tanto dele, deixá-lo ao lado de um bom exemplo profissional, para que aos poucos ele o siga, evitar punir os fracassos e valorizar os acertos”, recomenda.
O ambiente de trabalho, para ela, é o ponto que deve receber mais atenção por parte do líder. O excesso de competitividade, a presença de colegas que zombem dos mais tímidos e os transformem em alvo de chacota e até um local que proporcione pouca interatividade entre os funcionários são fatores que podem prejudicar o desempenho individual de certas pessoas.
A consultora de empresas e psicóloga Ana Lúcia Pereira, no entanto, desconfia que não existam muitas maneiras para que os chefes possam inibir essa característica. “Se for uma timidez muito estrutural, intensa, que a pessoa já traz consigo há algum tempo, o chefe não pode contribuir tanto”, argumenta.
Em casos mais leves, contudo, ela recomenda flexibilidade. “Já se for uma timidez circunstancial, é uma questão de deixar a pessoa mais à vontade, integrá-la à equipe e respeitar o ritmo dela, pois os tímidos normalmente têm um ritmo mais lento que os extrovertidos”, sugere a consultora.
Mas se o ambiente de trabalho pode contribuir para que a timidez diminua, o mesmo não ocorre em situações contrárias, ainda na opinião da especialista. “Em um local ruim, com pouca comunicação e pessoas que não contribuem para criar relações sociais, a timidez vai manter-se na pessoa, e não piorar”, prossegue Ana Lúcia.
Embora o papel da empresa e dos gestores seja fundamental para a criação de situações agradáveis, o funcionário também deve esforçar-se para superar essa dificuldade comportamental.
A expectativa, de acordo com Giovana Del Prette, é um dos impedimentos para que a timidez tenha fim – ou ao menos diminua. “O problema do tímido é que ele se expressa pouco e, quando consegue, a qualidade não é boa”, explica. “Então ele se manifesta aquém das próprias expectativas e por isso frustra-se.”
Para minimizar o problema, é necessário criar expectativas realísticas sobre o desempenho profissional e pessoal, ainda segundo Giovana. “O tímido precisa preparar metas pequenas e subir o nível de exigência aos poucos, do mais fácil para o mais difícil”, conclui.
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