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Indolência é o problema mais nocivo à produtividade no ambiente de trabalho. Torna-se indispensável, no entanto, diferenciar Preguiça e descanso, recomendado por especialistas
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ESPECIAL “Os Sete Pecados Capitais, a Produtividade e a Gestão do Tempo” Avareza, Gula, Inveja, Ira, Luxúria, Preguiça e Soberba. Os sete pecados capitais estabelecidos pelo Catolicismo constituem princípios que não devem ser feridos para que a boa relação entre os homens exista. É possível aplicá-los ao ambiente corporativo? Confira neste especial de sete matérias quais são as consequências que essas características geram na carreira profissional e saiba como evitar que elas prejudiquem a sua produtividade |
Rodrigo Capelo/MBPress
“Trabalhem, trabalhem, proletários, para aumentar a fortuna social e as vossas misérias individuais”. Esta é uma citação do jornalista francês Paul Lafargue, de 1880, autor do livro “O Direito à Preguiça”. “Trabalhem, trabalhem, para que, tornando-vos mais pobres, tenham mais razão para trabalhar e para serem miseráveis.”
Obviamente, do século 19 até os dias de hoje, o conceito de trabalho sofreu diversas mudanças. O proletariado, duramente criticado pelo filósofo alemão Karl Marx, foi gradativamente substituído pelo trabalho criativo, fruto do conhecimento, e não da força braçal. Contudo, a Preguiça, estipulada como um dos sete pecados capitais, continua presente nos ambientes corporativos e, assim como há séculos, ainda é condenável.
Para encontrar o ponto de equilíbrio entre as críticas de Lafargue e as novas necessidades do mundo corporativo, é imprescindível compreender a definição do pecado. “Preguiça é aversão ao trabalho”, afirma o consultor empresarial Armando Pastore Mendes Ribeiro, diretor da Pensare Consultoria. Por isso, argumenta ele, funcionários preguiçosos têm baixíssima produtividade.
Em seguida, cabe distinguir o Pecado Capital das práticas defendidas por teóricos como Paul Lafargue. “Em tempo algum a Preguiça pode ser sinônimo de relaxamento ou descanso”, explica Mendes Ribeiro. De acordo com o especialista, ambas as atitudes são capazes de elevar a produtividade, pois combatem, respectivamente, a tensão e o cansaço.
A Preguiça, no entanto, resume-se em fugir do trabalho, procrastinar, negligenciar obrigações. “Condená-la é altamente salutar”, prossegue o consultor, enfatizando as deficiências causadas pela indolência. “Ela não descansa, não recupera, não modifica comportamentos e não promove energia.”
Feitas as devidas distinções, ao contrário da aversão ao trabalho, o descanso e o relaxamento são altamente recomendados. “Nós, humanos, precisamos de pausas”, indica o presidente do Instituto Brasileiro dos Consultores Organizacionais (IBCO), Luiz Affonso Romano. “Espreguiçar, estirar os membros, bocejar, tudo isso faz bem para o desempenho no trabalho.”
Os gestores, sobretudo, devem estar atentos ao comportamento dos funcionários. Caso a Preguiça seja um comportamento presente em um universo mais amplo de colaboradores, cabe avaliar o ambiente organizacional. “Como está a motivação? Como anda a confiança? É preciso analisar como as pessoas estão reagindo às mudanças”, sugere o presidente.
Se individual, segundo Romano, o líder deve conversar com o profissional, entender o descaso e descobrir se há reincidência. O essencial, de qualquer maneira, é combater a Preguiça. Dentre os sete pecados capitais, ela revela-se o mais nocivo para a produtividade, já que pode anular a performance e comprometer – e muito - os resultados.
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