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Soberba compromete relações pessoais

ESPECIAL
“Os Sete Pecados Capitais,
a Produtividade e a Gestão do Tempo”

Avareza, Gula, Inveja, Ira, Luxúria, Preguiça e Soberba. Os Sete Pecados Capitais estabelecidos pelo catolicismo constituem princípios que não devem ser feridos para que a boa relação entre os homens exista. É possível aplicá-los ao ambiente corporativo? Confira neste especial de sete matérias quais são as consequências que essas características geram na carreira profissional e saiba como evitar que elas prejudiquem a sua produtividade

Arrogância e prepotência podem por em risco relacionamento entre funcionários e prejudicar o trabalho em equipe. Quando presentes em determinados grupos dentro da empresa, efeitos tornam-se avassaladores


Rodrigo Capelo/MBPress

Estudo recente realizado na Itália, e endossado pelo Vaticano, indica que a Soberba é o pecado mais comum entre as mulheres. Baseado nas confissões de fiéis da Igreja Católica – responsável pela instituição dos Sete Pecados Capitais –, o padre jesuíta e professor Roberto Busa, 96, descobriu que a arrogância no sexo feminino é maior que a inveja e a ira.

Por razões óbvias, generalizar tal descoberta pode ser um pecado tão prejudicial quanto os sete originais. Mas identificar quais são as características de quem comete a Soberba e como elas afetam a produtividade é uma prática salutar para que o ambiente de trabalho mantenha-se sempre proveitoso.

Os principais problemas decorrentes da Soberba surgem na convivência com os colegas. “Ninguém aguenta trabalhar com alguém que sempre se julga melhor, sabe-tudo e assume, na maioria das vezes, uma postura arrogante e prepotente”, explica o diretor executivo do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual (Insadi), Dieter Kelber.

Entretanto, o desenvolvimento individual também é prejudicado, segundo o consultor. Humildade e disposição para aprender, argumenta Kelber, serão sempre fundamentais para que se alcance o equilíbrio. “Quando temos a percepção de que nosso copo da sabedoria está totalmente cheio, deixamos de aprender e ‘emburrecemos’ diariamente”, prossegue.

Portanto, diante dos malefícios causados pelo Pecado Capital em questão, identificá-lo torna-se fundamental.

Se um indivíduo diz que concluiu um importante projeto porque quer compartilhar satisfação, por exemplo, isso não se encaixaria em Soberba, conforme explica a psicóloga comportamental Giovana Del Prette. Mas caso a pessoa exiba o próprio trabalho apenas para produzir inveja ou comparações com os colegas, ela estaria cometendo o pecado. “O essencial na definição é observar as consequências do ato”, esclarece ela.

É possível, ainda, deparar-se com a Soberba “coletiva”. A psicologia comportamental, de acordo com Giovana, afirma que o comportamento de um sujeito é insuficiente para produzir certos resultados. Mas, quando somado ao de outras pessoas, é capaz de gerar efeitos que não seriam possíveis individualmente.

Em uma corporação, essa lógica pode ser aplicada para obter resultados extremamente positivos. “Mas esse mecanismo também pode causar a soberba coletiva, quando seus membros passam a agir com arrogância, supervalorizando o papel do grupo dentro da empresa”, exemplifica a psicóloga.

Coletiva ou individual, a Soberba demonstra-se capaz de impedir o desenvolvimento intelectual, frear os lucros da companhia e até manchar a reputação do funcionário dentro da empresa. Em qualquer um desses cenários, os danos deste Pecado Capital podem ser irreversíveis.

 
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